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Estudo de Js 1: Livro de Josué

Atualizado: 17 de Abr de 2018


Foto: Arad, plano geral da cidade baixa. Crédito: Maria Lujan.

Estrutura do livro:

1-12 Conquista do país situado a leste do Jordão, levada a cabo sob Josué:

  1. Preparativos,

  2. Reconhecimento de Jericó,

  3. 3-4 Travessia do Jordão,

  4. 5 Israel em Galgala,

  5. 6 Conquista de Jericó,

  6. 7 Furto de Acan,

  7. 8 Tomada de Hai, construção de um altar sobre o nome Ebal,

  8. 9 Estratégia dos gabaonitas,

  9. 10 Batalha nas proximidades de Gabaon; conquistas das cidades do sul,

  10. 11Batalha junto a Merom; conquistas no norte,

  11. 12 Lista dos reis vencidos.

13-22 Divisão do país

  1. 13 Ordem; divisão da Transjordânia,

  2. 14-19 Divisão da Cisjordânia,

  3. 20 Cidades de asilo,

  4. 21 Cidades dos sacerdotes levitas,

  5. 22 Construção de um altar na Transjordânia,

24-25 Dois discursos de despedida


Dados sobre o livro:

  • Escrito durante o exílio da Babilônia (586-538 a.C), o livro de Josué relata fatos situados entre 1230 e 1200 a.C,

  • Tema central: ocupação e partilha da terra prometida,

  • A primeira parte do livro apresenta a tomada global da terra (1-12),

  • Na verdade, a conquista foi um processo lento e gradual; ora pacífico, ora violento,

  • A conquista só termina com a realeza de Davi,

  • O personagem principal é a Terra Prometida. O livro é um testemunho de que Deus realiza a promessa feita ao povo de Israel . Da escravidão – dos sem terra – para a posse da terra prometida (Ex 3,7-8),

  • Por trás das longas e infinitas histórias está a gratidão pelo dom de Deus,

  • As tribos tiveram que conquistar a terra prometida. Nada caiu do céu, mesmo tendo a promessa divina,

  • A Terra ( = Vida) é fruto da promessa divina,

13-22: A partilha da Terra

Esta parte do livro acena para os territórios ocupados e repartidos entre as tribos (13-19). Segue-se a enumeração das cidades de refúgio (20) e das cidades reservadas aos levitas (21).

Esta parte do livro é formada por documentos em forma de listas, que apresentam:

  • As fronteiras: nunca mostradas em sua totalidade. Algumas são repetidas duas vezes, outras precisam ser completadas recorrendo às fronteiras de uma tribo vizinha,

  • Relatos das cidades: para algumas tribos o inventário é bastante completo, ao passo que para Judá faltam algumas cidades, e Efraim não consta na lista,

  • Relatos regionais: identificando nomes de regiões ou horizontes geográficos com a fórmula “de (tal lugar) até ( tal lugar)”,

  • Relatos de guerras: conquistas ou ocupações de cidades e regiões, ou então sobre o fato de expulsar os cananeus.

A arqueologia demonstra que na segunda metade do século XIII a.C., a Palestina foi palco de inúmeros conflitos tribais, mas impossível saber quem foram os autores. Acontece que por esse tempo também assaltaram a Palestina os povos do mar, isto é, os filisteus, que após muitas tentativas acabaram se fixando na faixa marítima do sul da Palestina. Por outro lado, nas ruínas de Laquis foi encontrada uma inscrição que se refere a um faraó egípcio no quarto ano de seu reinado – com toda probabilidade Menefta – comprova que também o Egito fazia suas incursões conquistadoras na Palestina por esse tempo. Além disso, sabemos que as cidades-estado dos cananeus viviam em contínuas lutas pela hegemonia política. (STORNIOLLO, Ivo. Como ler o Livro de Josué: terra = vida dom de Deus e conquista do povo, São Paulo, Paulinas, 1992, pp.22-23)

Js 24,1-28

  • Js 24,1: Convocação das tribos * Js 24,2-13: Josué transmite o recado de Deus * Js 24, 14-24: Diálogo entre Josué e o povo *

  • Js 24,25-27: Renovação da Aliança * Js 24,28: Despedida.

  • A Assembleia de Siquém faz um rápido histórico da caminhada

  • do povo.

  • O povo formou-se na junção de várias tribos. A história envolve vários personagens (Abraão, Sara, Agar, Isaac, Rebeca, Jacó, Lia, Raquel),

  • O livro oferece uma resposta sobre as origens históricas de Israel. Isto fez gerar uma profissão de fé (Dt 26,5-10). Abraão simboliza: vocação, terra, futuro, povo, benção, fidelidade etc. As narrativas envolvem patriarcas e matriarcas.

  • É provável que cada tribo tivesse seus próprios antepassados. As diferenças são assumidas por todo o povo, agora unido.

  • A história foi construída por todos até chegar a ser válida para todas, segundo a qual os patriarcas dessas tribos, todas, se identificavam com os descendentes de Jacó, filho de Isaac e neto de Abraão.

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Notas/ITESP – LitDrt - Frizzo – Mar/2016

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Professor Padre Antonio Carlos Frizzo

Possuo doutorado em Teologia Bíblica pela PUC-Rio (2009). Sou professor no Instituto São Paulo de Estudos Superiores (ITESP- SP) e assessoro cursos no Centro Bíblico Verbo, SP.

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